A descoberta da cidade: Memorias em Porto Alegre

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Біографії та мемуари

A memoria de uma cidade e a soma das memorias de seus habitantes. Sao eles que carregam e transmitem nao so o jeito, a cultura, os costumes, mas aquilo que de mais proximo pode-se chegar das pequenas coisas: a historia dos paralelepipedos, os cheiros de um bairro, a textura de cada praca. Os habitantes de uma cidade costumam registrar seus momentos com o recurso mais usual: a fotografia. Quer saber como era Porto Alegre em 1950? Basta ver uma foto de Porto Alegre de 1950.

Mas o que isso de fato diz da cidade? Que impressoes traz, que sentimentos? O que estava acontecendo nesse dia com aquelas pessoas, o que elas estavam vivendo?

Entao, eis que temos o registro da memoria por meio da escrita. O leitor precisa imaginar os cenarios, a acao; todavia, e recompensado por relatos com cores, pessoas, movimento: a cidade que pulsa nas avenidas e na grama, os contornos, o sopro, o ritmo. As pessoas que deram vida a Porto Alegre nos mais variados tempos sao aqui registradas – eternizadas – por quem esteve perto, viu ou ouviu aquele dia, aquele fato.

O que temos aqui e uma colecao de textos – polaroides de luxo, retratos com infinitas dimensoes – de vinte e dois autores que fazem uma louvavel e deliciosa reuniao de suas vivencias, seus afetos. Este e um livro para ser lido como quem entra numa foto e pode ouvir, tocar e fazer parte daquela memoria, que e minha, sua, e de Porto Alegre.
Luis Augusto Fischer (1958) e professor de Literatura Brasileira na UFRGS, em Porto Alegre.

E colunista de Zero Hora, de Porto Alegre, do ABC Domingo, de Novo Hamburgo, RS, e do suplemento Folhateen, da Folha de S. Paulo. Colabora nas revistas Bravo! e Superinteressante. Publicou contos ("O edificio do lado da sombra", 1996, e "Rua desconhecida", 2002), ensaios ("Para fazer diferenca", 1999, "Parnasianismo Brasileiro – entre ressonancia e dissonancia", 2003, e "Literatura Brasileira – modos de usar", 2003, "Machado e Borges", 2008, "Inteligencia com dor", 2009, e "Filosofia minima", 2011), cronicas ("Contra o esquecimento", 2001) e dois dicionarios ("Dicionario de porto-alegres", 1999, e "Ba, tche", 2000).